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sexta-feira, 7 de março de 2014

COMO ACONTECEM AS HISTÓRIAS DE AMOR - PARTE IV

Continuação de "Como Acontecem as Histórias de Amor"

ÚLTIMA PARTE!

Chegando em casa, Isaac abriu a porta para que eu entrasse antes. Sentado no sofá, estava o meu pai, assistindo televisão. Cheguei tão efusiva do calor do momento que por pouco não lhe dei um susto. “Pai, eu fiquei noiva! Mas tem um detalhe: eu não consigo mais tirar o anel do meu dedo!!!” Meu pai saltou do seu assento e muito feliz veio nos abraçar. O sorriso dele era de quem estava muitíssimo satisfeito com a notícia.

Mas sem demora, analisou a minha mão e viu que o caso era sério. “Corra para o banheiro e lave bem a mão com bastante sabão. Já estou indo atrás de você para tirarmos esse anel daí.” Isaac acompanhava cada passo meu minuciosamente, preocupado visivelmente com a situação. Meu pai, entretanto, lhe disse que tivesse calma, porque ia ficar tudo bem.

No hospital, além de exercer suas tarefas nos tantos setores pelos quais passou, aquele enfermeiro havia aprendido muitas técnicas para atendimento de primeiros socorros. Ele estava pronto para um atendimento urgente ali na sua própria casa. Passando a ponta de um pequeno laço de embrulho de presente com auxílio de uma tesoura fina de um lado para o outro da aliança, ele começa a rodar a aliança, puxando a fita para cima. O anel começa a deslizar vagarosamente no dedo já roxo a esse ponto da noite.

A dor que eu sentia era tão grande que, exageros à parte, pensei seriamente que eu fosse perder o meu dedo. Meu pai, porém, não se deixou abater pelas minhas lágrimas e continuou o seu procedimento. Ele estava seguro do que fazia. Isaac, atordoado, me apertava pelo outro lado, pedindo que eu tivesse calma que o anel estava saindo. No banheiro, estávamos os três envolvidos na operação “Retira Anel”. Minha irmã, mais atônita de todas as pessoas presentes, pulava na porta do banheiro, nervosa com tudo aquilo, sofrendo com a minha dor.

Depois de uns cinco minutos de tortura, mordi a toalha de rosto para aguentar a dor e meu pai puxou a fita mais forte. Isaac me segurou firme e a aliança finalmente saiu! Que alívio! Imediatamente, Isaac preparou uma vasilha de gelo para que eu colocasse a mão dentro. O dedo estrangulado estava muito inchado, dolorido e roxo.

Agora, menos agitada e já sentada no sofá com meus pais e Isaac, começamos a sondar os motivos daquela confusão. Mais tarde, descobriríamos que a vendedora da joalheria teria ludibriado o meu noivo a comprar dois números a menos que o meu. Enfim, esse problema, nós resolveríamos depois.

O que interessava naquele momento era a sua importância para nós. Estávamos felizes demais para nos abatermos com aquela situação. Terminamos a noite comendo pastel de uma lanchonete aberta até aquela hora. Que pastel gostoso! O melhor de toda a minha vida.

Nossos pais, felizes, nessa noite, receberam cada um ao seu mais novo genro/nora como um filho/filha na família. Eles oraram conosco e nos abençoaram. Foi emocionante. 
E essa é a nossa história de amor.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

COMO ACONTECEM AS HISTÓRIAS DE AMOR - PARTE III

O ANEL DE NOIVADO

Eu não podia acreditar! Estaria aquilo tudo acontecendo mesmo? Eu sinceramente não me achava digna de tanto amor e cuidado. E o Isaac estava tão feliz, tão feliz, que não parava de sorrir. Parecíamos duas crianças. Que privilégio, meu Deus, era estar ali com o meu amado vivendo aquilo!

Então, após alguns instantes, Isaac se levanta, apanha no bolso do paletó uma caixinha de anel em formato de panda e me entrega. “Agora, sim”. Eu pensei. Finalmente teria o verdadeiro anel no meu dedo: um anel de noivado! Quanta expectativa!

A caixinha era um pequeno urso panda, cuja tampa, a sua cabeça. Ao abri-la, todavia, meu semblante mudou. Não havia entendido nada. E Isaac não parava de rir de mim... O pandinha estava vazio!

Com aquele jeitinho de menino sapeca, olhando para mim, ele tira do bolso as alianças tão desejadas para colocarmos um na mão do outro. Não havia mais brincadeiras. O momento esperado havia se concretizado. Estávamos ali um na frente do outro, para viver o amor.

Minha expressão mudou novamente. Da cara de assustada, transformei o rosto para completamente alegre. Estendi a mão e Isaac colocou a aliança em meu dedo com dificuldade. Depois de uma ajudinha minha, o anel finalmente havia entrado no dedo. E eu não havia entendido o porquê do anel apertado. Teria eu engordado uns quilinhos? O anel seria pequeno para mim?

Coloquei o anel no dedo dele e nos abraçamos ali, na beira do lago... Que momento sublime!
Ao entrarmos novamente no carro para irmos jantar, percebi que a aliança em meu dedo estava realmente apertada. Havia alguma coisa errada. Tentei tirá-la, mas foi em vão. O dedo começara a inchar. Isaac ao perceber minha tensão, tenta me ajudar, mas o dedo só ia ficando cada vez mais vermelho e inchado.

O desespero tomou conta do meu tão recente noivo. “E agora? O que vamos fazer?”. Perguntava ele, preocupado. Apesar de assustada com o fato, eu estava bem. “Não se preocupe. Vamos até a farmácia e compramos vaselina para ajudar a tirar o anel.”. Essa foi a minha ideia.

Mas o esforço foi novamente em vão. E o dedo só ficava mais inchado. Quanto mais puxávamos o anel, mais parecia ele se ajustar ao dedo. Sequer saía do lugar!

“Vamos a minha casa pedir ajuda ao meu pai. Ele vai saber o que fazer.” Disse eu na última tentativa antes da opção de partir para o hospital. Isaac não gostara muito da ideia, porque queria falar com meus pais com calma sobre o noivado e pedir a benção deles sobre o nosso compromisso. Com certeza, nos planos dele para a nossa noite detalhadamente arquitetada, não estava a visita inesperada à casa de meus pais para uma emergência.

“Mas, fazer o quê?”. E lá fomos nós pedir ajuda ao meu pai.


[CONTINUA...]

terça-feira, 22 de outubro de 2013

COMO ACONTECEM AS HISTÓRIAS DE AMOR - PARTE II



"Porque viver com você faz bem"

O tempo cronometrado ia passando e as peças aos poucos, se encaixando devagar. Ao perceber minha dificuldade de completar a tarefa, Isaac começa a me ajudar. Na verdade, a posição encurvada sobre o capô do carro e a penumbra do estacionamento não cooperavam muito. Se ele não ajudasse, eu certamente excederia os cinco minutos concedidos.
A figura do quebra-cabeça foi se formando e mostrando uma foto bem conhecida por mim: era uma foto nossa, uma das minhas favoritas! Havia algumas letras abaixo da nossa imagem que, com a última peça encaixada, completavam uma frase. Isaac havia reservado a última peça para colocarmos no lugar juntos. A sentença que se formara: “Amor, casa comigo”.
Não pude reagir de outra maneira. Pendurei-me no pescoço daquele homem e o beijei, dizendo que sim. Lógico que sim! Rimos juntos, sozinhos no estacionamento. Trocamos beijos e abraços até que o entusiasmo baixasse um pouco. Então, Isaac se pronuncia: “Ainda não acabou. Entre no carro, porque vou te levar a outro lugar.”.
Eu apenas sabia rir. Estava feliz pelo que havia acontecido e achava tudo tão criativo e inusitado... Isaac planejara minuciosamente cada detalhe da noite e eu me sentia especial por fazer parte disso. Eu nunca havia sido tratada desse jeito por ninguém! Como o amor dele me fazia sentir realmente alegre e querida naquele momento.
No caminho para nossa próxima parada, conversamos assuntos variados e nos divertimos com qualquer brincadeira que íamos fazendo. Tudo parecia ser motivo de alegria, já que estávamos juntos. Ele, então, comenta sobre alguns livros cristãos que tratam de relacionamentos, os quais eu demonstrara uns dias antes interesse em ler.
Inesperadamente, ele puxa do banco de trás do carro um exemplar de um livro, dizendo ter gostado muito desse em especial. Entrega-me o livro nas mãos e me surpreende com um livro sobre o nosso namoro. Ele havia escrito um livro e editado para nós! O título: “Porque viver com você faz bem.”.
Comecei a ler a sinopse e não pude conter as lágrimas. Meus olhos se embaçaram e não consegui continuar. Era tão emocionante perceber como a nossa história havia sido linda até aquele dia. A sinopse do livro em si já era emoção demais. Isaac, então, estaciona o carro, me convida para descer e começa a ler o livro para mim.
Nós estávamos no cais, à beira do lago Paranoá, em frente ao restaurante onde comemos juntos após o pedido de namoro, cerca de um ano e quatro meses antes. Ali, com a entonação apropriada e o charme que lhe é inato, o meu querido lê a nossa história, com os detalhes, mostrando as fotos, recitando as poesias, relembrando o que havíamos vivido até ali, por meio das páginas do seu livro.
À medida que a história passava, a narração se tornava mais atual. De repente, o livro começou a tratar de noivado, casamento e filhos. Além de retratar o passado, o futuro também era projetado de maneira graciosa, sob a visão desse autor tão inspirado.
Quando me dei conta, Isaac estava de joelhos, me pedindo em casamento, da maneira mais tradicional e romântica que se pode imaginar. [CONTINUA...]

quarta-feira, 5 de junho de 2013

COMO ACONTECEM AS HISTÓRIAS DE AMOR?

Como acontecem as histórias de amor? Elas não acontecem como nos contos de fadas, tampouco com o glamour dos filmes de cinema. As histórias de amor são escritas por Deus, antes mesmo que nós existíssemos. Elas acontecem sem ensaios, sem planejamento, quase sem querer, afinal, ninguém planeja se apaixonar! Essas histórias simplesmente acontecem do jeito que têm de ser.



A minha história e do Isaac começa assim. E hoje ela é muito melhor do que nós dois poderíamos imaginar.



O pedido de casamento perfeito


Completamos um ano de namoro há alguns meses, porém já há algum tempo que queremos nos casar. A certeza da decisão do casamento é confirmada a cada dia, não por pressões ou por interesses inconvenientes, mas pela alegria que o nosso relacionamento gera em nós, em nossas famílias. No nosso coração, já estávamos certos: íamos nos casar.

Em 1º de junho de 2013, então, meu querido namorado me avisa que temos um compromisso importante. Não disse o quê, nem onde, entretanto, deixou claro que eu deveria vestir a melhor roupa, e fazer a melhor produção: íamos a um evento chique conhecer uma pessoa importante.

Ao me buscar em casa para conhecermos tal pessoa, vestido lindamente com terno e gravata, exalando o perfume do nosso primeiro encontro, ele me cumprimenta com um sorriso gostoso e um abraço aconchegante. Abre a porta do carro para que eu entre e dá a volta no carro apressado para entrar também e falar comigo.

“Essa noite é muito especial!”. Disse ele, estampando nos olhos o brilho de uma expectativa que não conseguia conter. Deu-me um presente embalado numa caixa bonita. Abri-a e tirei uma roupa linda, que eu lhe dissera alguns dias antes que queria. Ele, satisfeito, me contemplava, como se eu fosse uma criança feliz ao receber um brinquedo. No fundo da caixa, contudo, havia outro embrulho, uma caixinha preta pequena em cujo o rótulo se lia “joalheria”.

Meu coração pulsou forte. Seria esse o momento tão especial de nossas vidas? Teria ele preparado uma surpresa para entregar-me uma aliança de noivado? Num instante de segundos, mil expectativas nasceram na minha mente, enquanto ele olhava para mim, pedindo que eu abrisse a caixinha.

Quando eu abri a caixa, vi que havia um anel, mas não uma aliança; não era ainda o “grande” momento. Alegrei-me com o presente, sem deixar que ele percebesse a minha frustração. Sem dúvidas, era um lindo anel, mas não era o que eu havia pensado. Coloquei-o no dedo e agradeci o presente com um beijo.

Feliz por ter me agradado, ele começa um breve discurso, enfatizando que para que a noite fosse perfeita era necessário que eu fizesse o que ele falasse. Eu precisava obedecê-lo. Sem entender aquilo, mas ansiosa pelo que ainda iria acontecer, eu disse que faria o que ele dissesse, sem problemas.

Ele dá partida no carro e dirige rumo ao Pontão, o calçadão badalado de Brasília, às margens do lago Paranoá. Ali, onde começamos a namorar, tão significativo para nós, era o lugar perfeito para mais uma surpresa na nossa noite especial.

Ele estaciona o carro e adverte: “Não saia do carro enquanto eu não te chamar, por favor.”. Então, apanha algo no banco de trás e segue para a frente do carro, espalhando sobre o capô do automóvel uma série de pecinhas pequenas que não pude identificar. Era para eu ficar de olhos fechados, segundo as instruções dele, mas eu não consegui refrear o impulso de olhar; a curiosidade foi maior, eu confesso.

“Pode vir.”. Saí do carro com cuidado. Salto alto é uma arte, ainda mais para alguém que não está acostumada a usá-lo. Fui até a frente do carro e me deparei com peças de um quebra cabeça espalhadas no capô, todas misturadas, prontas para serem encaixadas umas nas outras. “Você deve montar esse quebra cabeça em cinco minutos!”. Disse ele, com aquele riso encantador nos lábios.

[CONTINUA...]